O Movimento Norte Sim, defende uma Região Norte coincidente com a actual região plano e um modelo de regionalização administrativa consagrado na Constituição da República Portuguesa.

O Movimento Norte Sim, considera a Regionalização o melhor modelo para o desenvolvimento de Portugal e para ultrapassar o crescente empobrecimento com que esta Região Norte se depara.

O Movimento Norte Sim, luta para que o Norte possa decidir o seu futuro, com mais eficácia e menores custos, através de um poder eleito democraticamente.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Regionalização: Fraca aplicação do QREN leva AMinho a defender as regiões

(via Correio do Minho)

O presidente da Associação Industrial do Minho, António Marques, defendeu hoje a regionalização para ultrapassar o que disse ser a fraca aplicação dos fundos comunitários do QREN no norte, considerando que 'os burocratas de Lisboa nem sequer conhecem a região'.

'A regionalização aparece-nos quase como uma solução porque as decisões políticas, o planeamento estratégico e as prioridades que estão a ser desenhadas para a região são tomadas por burocratas em Lisboa e muitos deles nem sequer conhecem o Minho, quanto mais as suas especificidades', afirmou.

O empresário falava aos jornalistas no final de um almoço de trabalho com a comunicação social para anunciar os projectos da AIMinho para 2010.

António Marques lamentou que os fundos do QREN estejam centralizados em Lisboa, não estando, por isso, a cumprir a sua função, 'a de contribuírem para a aproximação das regiões'

O dirigente associativo afirmou que a CIP e a AIMinho 'vão pôr a questão do atraso da aplicação do QREN na agenda política', e apontou, a título de exemplo, um concurso nacional para projectos de emprendedorismo lançado em Fevereiro de 2008, para o qual ainda não há, quase um ano depois, qualquer decisão dos gestores do QREN.

'É escandaloso e de lesa-pátria que, numa altura o que país tanto precisa de investidores não haja um só projecto aprovado ou reprovado no concurso de projectos de apoio ao empreendedorismo', lamentou.

Considerou 'um disparate' político a baixa taxa de execução dos fundos europeus, à excepção dos destinados aos recursos humanos, defendendo que 'há que acelerar a execução dos programas comunitários e, em simultâneo, agilizar e flexibilizar as condições de acesso'.

Lembrou que a região está a ser 'fustigada pelo desemprego e pelas falências', que têm taxas superiores à média nacional no distrito de Braga, e disse que, embora o organismo 'não seja pessimista' há indicadores internacionais, como o forte aumento do preço do cobre - matéria-prima muito usada localmente - que não deixam augurar grandes melhorias.

'O que se passa na região é demasiado grave para que não exijamos ao Estado que faça alguma coisa', declarou, pedindo uma operação integrada como as que foram feitas em tempos em Setúbal e no Vale do Ave.

Sublinhou que os problemas estruturais do país continuam a não ser resolvidos, casos - apontou - 'da burocracia - que leva as pessoas a desistir de investir -, da justiça - que não funciona - dos custos da energia e da legislação laboral, a qual, e por muito que a esquerda não goste, privilegia os que não querem trabalhar com produtividade'.

'Se não formos capazes de reduzir a despesa pública, de pôr as contas em ordem, vamos ter uma situação de tipo Grécia', avisou.

1 comentário:

  1. Todos temos de pensar e agir a norte, porque deixamos isto acontecer;? já não somos livres...!!!, o que fazemos; fazemos sensura a quem escreve assim.

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